Iscola pra quê intaum?
Prof.Sergio Nogueira çouta o verbo no Bon dia Brazil de hoji (17.05.2011). Muito bon !!!! Ondi já ce viu abandonar as norma gramaticau pra num sê preconsseituozo con kem fala errado? Aliáis si querem diser que nãu eziste mais sserto ou errado no Portugês, a iscola vai çervir pra quê afinau?
Sem extremismos ou exageros, eu acho válida a tentativa de mostrar ao aluno a complexidade da dinâmica social e das variações das escalas de valores através da linguagem com o uso e aplicação de conceitos como "adequado ou inadequado". Mas é negligente e até irresponsável dizer a pessoas sem formação mínima, que não realizar concordância verbal, por exemplo, não está errado. Linguística e a gramática normativa não são, nem devem ser, disciplinas auto-excludentes. Mas deve-se avaliar com cuidado, do ponto de vista pedagógico, a ordem que elas devem ser ensinadas.
Sem extremismos ou exageros, eu acho válida a tentativa de mostrar ao aluno a complexidade da dinâmica social e das variações das escalas de valores através da linguagem com o uso e aplicação de conceitos como "adequado ou inadequado". Mas é negligente e até irresponsável dizer a pessoas sem formação mínima, que não realizar concordância verbal, por exemplo, não está errado. Linguística e a gramática normativa não são, nem devem ser, disciplinas auto-excludentes. Mas deve-se avaliar com cuidado, do ponto de vista pedagógico, a ordem que elas devem ser ensinadas.
Reportagem folha Online:
Um livro didático para jovens e adultos distribuído pelo MEC a 4.236 escolas do país reacendeu a discussão sobre como registrar as diferenças entre o discurso oral e o escrito sem resvalar em preconceito, mas ensinando a norma culta da língua.
Um capítulo do livro “Por uma Vida Melhor”, da ONG Ação Educativa, uma das mais respeitadas na área, diz que, na variedade linguística popular, pode-se dizer “Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado”.
Em sua página 15, o texto afirma, conforme revelou o site IG: “Você pode estar se perguntando: ‘Mas eu posso falar os livro?’. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico”.
Segundo o MEC, o livro está em acordo com os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) –normas a serem seguidas por todas as escolas e livros didáticos.
“A escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma única forma ‘certa’ de falar, a que parece com a escrita; e o de que a escrita é o espelho da fala”, afirma o texto dos PCNs.
“Essas duas crenças produziram uma prática de mutilação cultural que, além de desvalorizar a forma de falar do aluno, denota desconhecimento de que a escrita de uma língua não corresponde inteiramente a nenhum de seus dialetos”, continua.
Heloísa Ramos, uma das autoras do livro, disse que a citação polêmica está num capítulo que descreve as diferenças entre escrever e falar, mas que a coleção não ignora que “cabe à escola ensinar as convenções ortográficas e as características da variedade linguística de prestígio”.
O linguista Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras, critica os PCNs.
“Há uma confusão entre o que se espera da pesquisa de um cientista e a tarefa de um professor. Se o professor diz que o aluno pode continuar falando ‘nós vai’ porque isso não está errado, então esse é o pior tipo de pedagogia, a da mesmice cultural”, diz.
“Se um indivíduo vai para a escola, é porque busca ascensão social. E isso demanda da escola que lhe ensine novas formas de pensar, agir e falar”, continua Bechara.
Pasquale Cipro Neto, colunista da Folha, alerta para o risco de exageros. “Uma coisa é manifestar preconceito contra quem quer que seja por causa da expressão que ela usa. Mas isso não quer dizer que qualquer variedade da língua é adequada a qualquer situação.”

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